Grande viagem pelo São Francisco

 

 

GRANDE VIAGEM (PARTE IV)

 

A BR-262 atravessa o município de Luz totalmente servindo para aumentar ainda o desenvolvimento da região, tradicionalmente ligada à agropecuária.

 

Ainda tendo Luz à esquerda, o São Francisco vai margeando território de Moema. Até hoje não há explicação concreta para o nome de Moema, a não ser que seja uma homenagem à índia citada no poema "Caramuru". O nome do primeiro arraial do município foi "Ribeirão Doce".

 

Conta a lenda que o nome surgiu em consequência de um desastre, quando um carro de boi, carregado de rapaduras, caiu no ribeirão, com toda a carga se perdendo. Moema não é tão antiga quanto suas vizinhas, sendo, durante muito tempo, apenas um pouso de tropeiros. A estrada ligando o centro do Estado ao Triângulo trouxe-lhe o progresso, que continua agora com a BR-262.

 

Ao passar na divisa do município de Bom Despacho, o São Francisco é mais largo, após receber águas do ribeirão Santo Antonio, Ribeirão do Riacho, Ribeirão da Usina, rio do Jacaré, ribeirão do Machado e córrego do Espinho.

 

Aí começa praticamente a região dos coqueiros, sendo mais usual o "indaiá", palmeira que serve, tanto para cobrir as cafuas dos roceiros, como para tecer cestas, chapéus, etc.

 

Nascido também ao tempo da mineiração, Bom Despacho achou seu futuro na agropecuária e na indústria, o mesmo acontecendo com Dores do Indaiá, cidade vizinha na margem esquerda do São Francisco.

 

Ricos terrenos calcáreos, com pedras preciosas, pirita, bauxita ainda não explorados, existem nos dois municípios e no de Quartel Geral, logo acima, na margem esquerda.

 

Durante muito tempo, os historiadoes confundiram o município de Dores do Indaiá, que já se chamou Espírito Santo do Indaiá, por um outro conhecido por Indaiá de Nossa Senhora das Dores da Marmelada.

 

Os primeiros habitantes da região foram os índios Tapuias que tinham seu acampamento no local onde se estabeleceu mais tarde a fazenda Tapuia.

 

No local se estabeleceu mais tarde um quilombo de negros, destruído por Bartolomeu Bueno do Prado. No ponto onde se escondiam os negros fugidos, foi criada a Vila de Nossa Senhora da Serra da Saudade de Indaiá.

 

Mais ao norte, para impedir o contrabando, acabar com as incursões de quilombolas e índios e também para formar uma extração oficial de diamantes, o govêrno criou por volta de 1780-1790, o Quartel Geral do Indaiá, com duzentos homens, entre trabalhadores e soldados, chefiados por José Dias Bicalho.

 

Dentro de uma tática política, os dois principais contrabandistas, o capitão Isidoro Amorim Pereira e o Alferes Manuel Gomes Batista, receberam cargos públicos dentro do Quartel geral. Acaba a fase áurea dos diamantes, o Quartel Geral ficou meio isolado, estando atualmente em fase de desenvolvimento.

 

À direita de Dores e de Quartel Geral, está Martinho Campos, antiga Abadia de Pitangui, nascida também de mineiração, mas hoje região rica em agropecuária. Em terras de Martinho Campos, o São Francisco tem seu primeiro grande porto, o "pôrto das Andorinhas", que tem duas explicações para o nome: seriam os passarinhos mesmo lá existentes em grande número ou então devido às lavadeiras, conhecidas na região pelo nome de andorinhas. O mistério não foi decifrado ainda.

 

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Criação: 15/10/2010
Atualizada em 28/12/2010


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