Grande viagem pelo São Francisco

 

 

GRANDE VIAGEM (PARTE III)

 

Ao entrar em Iguatama, o São Francisco inicia o seu caminho pela região dos banhados e Iguatama nasceu quase por acaso. Logo no comêço do século passado, o govêrno Imperial ordenou a construção de uma estrada que ligasse o Oeste de Minas, o Triângulo e Goiás a outras regiões do Brasil. A estrada passaria justamente onde se encontra Iguatama e no local surgiu o "Pôrto Real", com uma balsa atravessando o São Francisco. Com o tempo, porém, o mêdo de enchentes fêz com que o povoado fôsse mudado alguns metros acima para o lugar atual.

 

Em Iguatama, após passar perto da Lagoa dos Patos, o São Francisco recebe as águas do córrego Olhos Dágua, formando depois alguns alagados, em que proliferam tabôas e as plantas aquáticas em meio a algumas restingas de mato.

 

Já dividindo Iguatama com Arcos, o rio se encontra com o ribeirão São Miguel, que vem desde Pains, ao sul. Arcos, nascida também no período da mineiração, teve o seu desenvolvimento acelerado graças à pecuária, fornecendo, durante muito tempo, alimentação para os mineiros da região de Abaeté.

 

Depois de Arcos que fica pra trás com sua belíssima Gruta de Gonzaga, ponto preferido dos namorados para um piquenique, o São Francisco, deixa também à direita Japaraíba, antigo distrito de Arcos e hoje cidade.

 

Canaviais enchem o território de Japaraíba e à direita do rio, mais ou menos oito quilômetros fica Luciânia, com sua indústria açucareira, das mais importantes do Estado.

 

Por aí, outros afluentes já chegaram ao São Francisco, engrossando suas águas: o São Domingos, o Santana, o São Miguel e um número infindável de fios de dágua e córregos pequenos.

 

Fazendo uma curva sinuosa e formando um triângulo quase perfeito, o São Francisco passa a dividir os municípios de Luz e Lagoa da Prata, ainda em meio a alagados e brejos, onde os jacarés são fatos comuns, no dizer do povo de lá.

 

Várias lagoas cercam o curso dágua: Lagoa Feia, Lagoa Verde, sem falar na grande lagoa que batizou a nova cidade.

 

Os moradores da região têm uma história pra explicar a origem do nome "Lagoa da Prata". Dizem que o primeiro morador da região, Joaquim Caetano de Novais, vendeu uma fazenda em São Carlos do Pântano a Francisco Bernardes. Êste era muito devoto e procurou, algum tempo depois, organizar uma missão para todos os moradores, hospedando em sua casa dois frades franciscanos que vieram de Pernambuco. Na primeira manhã, ao acordarem os frades tiveram a atenção despertada para a lagoa, com o sol se refletindo e só tiveram uma expressão: É uma lagoa de prata - E o nome ficou até hoje. Pecuária e indústria canavieira constituem a grande riqueza de Lagoa da Prata.

 

À esquerda do rio está Luz, antiga Dores do Aterro, cidade que nasceu por causa de um conflito entre dois fazendeiros, donos das fazendas das Cocais e Camargos. Já tinha acontecido morte no conflito, quando a espôsa de um dêles fêz uma promessa de construir uma capela a Nossa Senhora, se ela descesse luz à cabeça dos dois briguentos. Aconteceu a pacificação e a capela foi construída no local conhecido por Aterrado.

 

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Criação: 15/10/2010
Atualizada em 28/12/2010


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