Grande viagem pelo São Francisco

 

 

GRANDE VIAGEM (PARTE II)

 

Depois de Cabrestos, o município de Vargem Bonita fica para trás e o São Chico passa a dividir as terras de São Roque e Piumhi, cidade que brotou do ouro e dos diamantes e que também está no velho caminho do Desemboque.

 

Diz a lenda que, após a colonização da região de Piumhi, duas famílias, dos capitães Luiz Antonio Vilela e Fernão Alves dos Santos, estavam brigando pela posse de um determinado terreno, a ponto de haver quase uma guerra civil. Em última instância, procuraram o padre Marcos Pires Corrêa para servir de juiz. O padre lhes aconselhou as doar as terras litigiosas para a construção de uma capela em honra de Nossa Senhora do Livramento. Ao lado da capela surgiu o povoado de Piumhi, vila em 1841 e cidade em 1868, famosa pelo número de soldados que mandou para a guerra do Paraguai, fazendo parte da coluna que invadiu Laguna.

 

Até Piumhi, o São Francisco mantém sempre uma certa linha horizontal, mas depois ao passar perto da Lagoa do Martins e receber as águas do ribeirão das Araras, o rio dá uma guinada à esquerda, deixando para trás as grutas da Pedreira e da Ponte de Pedra.

 

O volume líquido já é maior quando ele passa a ser divisor dos municípios de Bambuí e Doresópolis que foi chamada Perobas, quando era distrito de Piumhi. O antigo arraial nasceu também na fase de mineiração e em suas imediações existiu um quilombo de negros fugidos que deu trabalho aos primeiros habitantes.

 

Dentro do município há duas grutas, perto do local conhecido por Inhame.

 

 

Gruta Grande do Zezé e a dos Defuntos. Sôbre esta última há muitas lendas, não sendo poucos os que afirmam realizarem-se nela misteriosas procissões de mortos, com vultos brancos entoando melodias sepulcrais.

 

Bambuí também nasceu da mineiração, encontrando posteriormente na agropecuária o caminho da sobrevivência e estando hoje com mais de 25 mil habitantes. De Bambuí escreveu, há alguns anos, o historiador Cunha Matos, relatando um fato curioso:

 

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"abaixo da povoação existe um brejo em que há um valente e tão copioso olho d'água, repele qualquer corpo, medianamente pesado, que lhe lançam dentro. Em uma pequena chapada de barro vermelho, além do brejo sobredito, existe um poço que dizem ser natural e muito profundo; tem água na distância de três braças, abaixo do nível da chapada, mas dizem que em tempo de chuva extravasa. Contaram-me que em uma lagoa existente meia légua do arraial existe uma imensa pedra insulada, na qual se formou por natureza uma gruta semelhante a um templo".

 

Os dois fenômenos relatados pelo historiador continuam dando origens a lendas incontáveis. A gruta de pedra dentro da Lagoa de Pedra ainda está lá e a Lagoa do Jacaré continua sendo um mistério, já que ninguém sabe de onde vêm suas águas, havendo mesmo muita gente que afirme ter a lagoa uma ligação subterrânea com outra lagoa doze quilômetros abaixo da cidade.

 

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Criação: 15/10/2010
Atualizada em 28/12/2010


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