Fisiografia

 

 

Drenagem

 

O Parque Nacional da Serra da Canastra apresenta uma rede de drenagem bastante extensa, constituída em sua maioria por rios de pequeno porte. Inúmeras nascentes localizam-se em seu interior, sendo as principais a do rio São Francisco, que apos deixar os limites do Parque segue em direção ao norte, numa extensão de 3.161 km, banhando 6 estados brasileiros, até desembocar no litoral nordestino, e a do rio Araguari, tributário da bacia do Paraná. Como forma fisiográfica principal destaca-se o chapadão da serra da Canastra, continuando como chapadão da Zagaia, e o chapadão das Sete Voltas, que atuam como divisores de águas entre a bacia do São Francisco e a bacia do Paraná. Os chapadões são circundados por escarpas e encimados por "platôs" que apresentam relevo suave ondulado a ondulado, e em certas áreas no chapadão da Zagaia relevo plano, o que permite que os rios da região apresentem os mais diversos graus de declividade e que seja freqüente a presença de corredeiras e cachoeiras.

 

Nascendo na parte nordeste do Parque, no chapadão da serra da Canastra, o rio São Francisco recebe os córregos do Retiro das Posses, Copão e Lavras, enquanto percorre cerca de 14 km em áreas de fraca declividade, até atingir a escarpa da serra da Canastra, onde forma a cachoeira Casca D'Anta, com três quedas, sendo que a última e a mais espetacular, possui cerca de 200m de altura. Antes de deixar os limites do Parque o rio São Francisco recebe ainda o ribeirão do Alto da Cruz.

 

O Ribeirão das Lavras, nasce na parte oriental do Parque e desemboca no rio São Francisco, fora dos limites do Parque. Também nascendo na serra da Canastra, na parte setentrional do Parque estão os córregos do Lava-pés, do Mata-Cavalos, dos Rolinhos, dos Cochos, da Mara, do Quilombo, Campo Alegre, do Miguel, da Cachoeira, da Fazenda, Ribeirão Grande e rio Peixe que, seguindo em direção aproximada ao norte, abastecem o rio Santo Antonio, que desemboca no rio São Francisco fora dos limites do Parque.

 

As demais nascentes situadas na área do Parque contribuem para a bacia do Paraná. O sistema do rio Araguari, tem suas nascentes localizadas a noroeste do Parque, no chapadão da Zagaia.

 

Compõe-se pelo córrego da Joana, que corresponde ao limite oeste do Parque, córrego Mata-Cavalo, ribeirão da Parida, córrego do Retiro, córrego do Fundo, córrego da Boa Vista, córrego da Serra, córrego do Bárbaro, córrego Água Santa e rio Araguari. O riacho Currais, riacho Água Clara, córrego da Matinha, córrego do Veadinho e córrego dos Pombos deságuam no córrego do Coelho drenando a área compreendida entre o chapadão da Zagaia e o das Sete Voltas, na porção centro ocidental do Parque. Em continuidade a esse sistema, drenando a porção centro-oriental do Vale dos Cândidos estão o ribeirão das Posses, tendo o córrego da Grota, o córrego do Nogueira e o córrego do Passageiro como tributários.

 

Ainda dentro dos limites do Parque o ribeirão das Posses recebe o córrego do Coelho como afluente e prossegue em direção ao sul até desaguar no rio Santo Antonio, que desemboca na Represa do Peixoto.

 

Nascendo no chapadão das Sete Voltas e drenando a parte sudeste da área do Parque estão o córrego do Pereira, ribeirão Bom Jesus, córrego Galinha, córrego Zagainha, córrego Água Quente, tributários do rio Santo Antonio que deságua na represa do Peixoto.

 

O limite oeste do Parque e dado pelo ribeirão do Engano que concorre para a Represa do Peixoto.

 

O nível das águas atinge seu maior volume no período que se estende de dezembro até fevereiro, começando em abril a vazante que atinge seu máximo em agosto-setembro, sendo que os rios da área não chegam a secar.

 

Topografia

 

A topografia do Parque Nacional da Serra da Canastra e caracterizada por dois chapadões, o da Canastra e o das Sete Voltas e o vale entre eles. Existem vários pontos de mais de 1.450 metros de altitude na parte oriental do Parque; a elevação máxima e 1.496 metros no alto da Serra Brava, atingida através de subidas moderadas. Há vários pontos de elevações mínimas de aproximadamente 900 metros onde as descidas dos cursos de água deixam os limites do Parque.

 

O relevo dentro do Parque e bastante variado. O chapadão da serra da Canastra está cruzado lateralmente de leste a oeste por grandes áreas abertas de terreno suavemente ondulado, variado só por bacias de drenagem. As encostas dos chapadões quase sempre consistem de precipícios ou descidas íngremes criando cachoeiras onde descem os córregos e riachos.

 

Um enorme paredão que desce uma elevação de aproximadamente 1.300 metros até 1.000 metros forma o limite sudeste do Parque. Esta fachada e cortada pela famosa cachoeira do rio São Francisco, "Casca D'Anta", e apresenta um ponto impressionante na paisagem da região.

 

A topografia do Parque está incluída nos mapas do IBGE em curvas de nível de 20 em 20 metros, na escala de 1:50.000.

 

 


 

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Criação: 15/10/2010
Atualizada em 29/12/2010


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